As (ou os, por que não?) participantes são convidadas a se montarem como homens e depois visitar algum espaço público.
Foi também nos anos 90 que apareceram os primeiros Drag Kings. Não à toa, o nome de Diane Torr está ligado a esse movimento.
Fazendo seus pintos com camisinha, colando pelos faciais, a prática Drag King levanta questionamentos de identidades no público e também nos performers.
"Nós sabemos, por exemplo, que usar uma combinação diferente de roupa pode afetar a forma como o sujeito mantém e leva seu corpo, ou pode mudar seu humor e atitude. As vezes quando isso acontece, decidimos usar mais essas roupas para obter o mesmo efeito"
"We all know, for example, that wearing a
different set of clothes can affect the way one holds and carries one’s body,
or can change one’s mood or attitude. Sometimes when this happens we decide to
wear those clothes more oftem to acomplish the same effect."
(fonte: Sex, Drag and Male Roles: Investigating Gender as Performance - introdução do livro de Diane Torr e Stephem Bottoms sobre práticas Drag King)
Certa vez ouvi o seguinte comentário: "você não devia ser atriz. os atores não tem personalidade, porque experimentam muitas coisas e acabam mudando muito de ideia". E ele tinha razão quanto a mudar de ideia (ideias incorporadas, físicas, performatizadas)...
O trabalho de Diane Torr também virou filme, dirigido por Katarina Peters, uma produção germano-inglesa acompanha o curso realizado em Berlim. Se alguém encontrar o torrent para baixar, por favor, compartilhe cazamiga! Aqui a página do feice do projeto, quem sabe passa perto daqui!